GESTÃO, MÉTODOS, PROJETOS

Kanban: Do início ao fim!

Kanban: Do início ao fim!
Kanban: Do início ao fim!

No final de 1940, a Toyota encontrou um novo processo de engenharia que poderia ser empregado em seus negócios. Sabe onde? Por incrível e mais improvável que possa parecer, dentro de um supermercado. Mas, antes de contar essa história, preciso te explicar o significado do Kanban. Bem, Kanban é uma palavra japonesa (lógico) e seu significado literal é “cartão” ou “sinalização”. É um método para a implantação de mudanças que não prescreve papéis ou práticas específicas. Em vez disso, oferece uma série de princípios que buscam melhorar o desempenho e reduzir desperdício, eliminando atividades que não agregam valor para a equipe.

Voltando à história do Kanban (breve história)…

Como dizia, a Toyota começou a estudar supermercados com a ideia de aplicar técnicas de “prateleira” nos processos da fábrica. Eles perceberam que os funcionários apenas reabasteciam as prateleiras quando o produto estava perto de se esgotar, o espaço para cada item era limitado e por isso somente quando necessário novos itens eram adicionados. Observaram que em um supermercado, os clientes obtinham somente a quantidade necessária do produto que desejavam e no momento necessário, ou seja, nem mais nem menos. Essas observações fizeram os engenheiros da Toyota visualizar um processo que refletia de acordo os processos anteriores, por exemplo, uma peça poderia ser produzida se a anterior a ela já estivesse vendida. A Toyota passou então a utilizar um kanban (ou seja, um cartão visual) para sinalizar passos em seus processos de fabricação. A forte natureza visual do sistema Kanban permitiu que as equipes se comunicassem com mais facilidade, organizando e melhorando o que e quando deveria ser feito.

O Kanban está relacionado com o conceito de Pull Systems (sistemas de produção puxados), a grande maioria das indústrias utilizavam o conceito de Push Systems (sistemas de produção empurrada). Um sistema de produção empurrada se caracteriza por iniciar a produção antes de ocorrer uma real demanda, ou seja, o processo recebe uma ordem de produção e executa, empurrando o resultado da operação atual para a operação seguinte. Um sistema de produção puxado se caracteriza por iniciar a produção quando um item é vendido, gerando demanda para a fabricação de outro, assim cada operação do processo é alimentada pela demanda da etapa anterior.

Kanban e desenvolvimento de software

Alguns anos depois, mais precisamente em setembro de 2006, o então diretor sênior de engenharia da Corbis (empresa fundada por Bill Gates), David J. Anderson, decide projetar um sistema Kanban que substituiria a então abordagem existente para atualização de aplicativos. Em janeiro de 2007, depois de uma série de lançamentos bem sucedidos, as melhorias de processos começaram a estagnar. Logo, Darren Davis, gerente de desenvolvimento, sugere a David J. Anderson que o fluxo de trabalho deveria ser visualizado e que um quadro branco, com alguns cartões colados, deveria ser pendurado na parede. A ideia havia surgido de um dos membros da equipe de Darren Davis e havia sido muito bem aceita pelo mesmo. Com o passar dos meses novas atualizações como, limite de quantidade de trabalho em andamento (WIP), foram implementadas. Os resultados preliminares do uso do Kanban na Corbis foi apresentado nas conferências, “Lean New Product Development” e “Agile 2007”. Desde então, o Kanban vem ganhando respeito na comunidade de desenvolvimento de software e mais empresas passaram a adotá-lo.

Mas, como o Kanban funciona hoje?

Hoje em dia a informação pode chegar de qualquer lugar e por qualquer dispositivo, apesar de estarmos armados com smartphones, tablets e computadores de ultima geração, a sobrecarga de informação insiste em nos perturbar. E-mails, planilhas, listas de tarefas e relatórios estão em todas as partes. Mas, quando eles não se encaixam em uma informação textual única, a sua eficácia fica menor do que você imagina. Minha mãe sempre diz: Uma imagem vale mais que mil palavras. Não é que ela está certa! Estudos científicos comprovam que o cérebro processa uma informação visual 60 mil vezes mais rápido do que em texto. Sem falar que à retina está ligada a 40% de todas as nossas fibras nervosas. Fantástico!

O Kanban lhe ajuda a assimilar e controlar o progresso de suas tarefas de forma visual. É, normalmente, utilizado um quadro branco com alguns pequenos papéis (Post-it) colados, esses papéis representam as suas tarefas, ao termino de cada tarefa o papel é puxado para a etapa seguinte até que a mesma seja finalizada. Ao olhar para um quadro Kanban é fácil enxergar como o trabalho seu e de sua equipe fluem, permitindo não só comunicar o status, mas também dar e receber feedbacks. O Kanban faz você falar sem sequer abrir a boca, ele consegue levar informações que normalmente seriam escritas de maneira rápida, prática e objetiva. Ah, então deixa eu te mostrar uma imagem do quadro Kanban… 🙂

Um quadro Kanban simples

Princípios fundamentais

O Kanban está ganhando força como uma forma de implementar métodos ágeis e gestão enxuta em empresas ao redor do mundo. Se alguém me perguntasse qual método ágil começar, eu diria Kanban.

O Kanban é um dos métodos de desenvolvimento de software menos prescritivo, se tornando adaptável a quase qualquer tipo de cultura. Ao contrário de outros métodos que forçam uma mudança desde o início, o Kanban busca a evolução, não a revolução.

Ele possui quatro princípios fundamentais, são eles:

  • Comece com o que você faz agora;
  • Concordar em buscar mudanças evolucionárias;
  • Inicialmente, respeite os papéis, responsabilidades e cargos atuais;
  • Incentivar atos de liderança em todos os níveis.

Os quatro princípios deixam claro que o método Kanban não é um processo apenas para se colocar em prática, é um método para impulsionar a melhoria, começando com o processo que você já tem. Os itens 1 e 3 dizem claramente para não se fazer qualquer alteração nem no processo, nem nos papéis, inicialmente. Os itens 2 e 4 falam sobre mentalidade, onde todos devem conseguir pequenos passos de melhoria permanente.

O Kanban não é um destino, é uma direção e onde quer que você esteja, você sempre pode aplicar esses princípios.

Práticas fundamentais

No início desse artigo você pôde enxergar nos processos de fabricação da Toyota, elementos fundamentais do Kanban. Segundo David J. Anderson, o Kanban possui apenas seis práticas, são elas:

Visualizar o fluxo de trabalho (workflow)

Quando criamos um modelo visual do fluxo de trabalho da equipe, fica possível identificar o que realmente está sendo feito. O trabalho se torna visível, gerando uma serie de benefícios como, foco no “todo”, transparência e identificação de desperdícios. Todos podem enxergar o contexto do outro, levando instantaneamente o aumento da comunicação e colaboração. A visibilidade vai permitir que você perceba o impacto das mudanças.

Sempre que um gargalo é encontrado, você começa a imaginar um processo para sua resolução. O Kanban lhe proporciona uma visão ampla do que está sendo feito, em qual etapa, o que está pronto, quanto está pronto e o quanto a equipe consegue entregar, lhe concedendo previsibilidade. Dessa forma, você terá em mãos um maior planejamento e saberá quando assumir novas responsabilidades, pois conseguirá enxergar a capacidade de trabalho da equipe.

Limitar a quantidade de trabalho em andamento (WIP)

A sigla WIP (Work in process) é muito usada quando falamos de Kanban e nada mais é do que o trabalho em andamento. Ao limitar o WIP, o ritmo da equipe se torna equilibrado, ela não se compromete com muito trabalho de uma só vez e reduz o tempo gasto em um item. Evitamos também problemas causados ​​pela alternância de tarefas, reduzindo a necessidade de priorizar constantemente itens. Um ótimo exemplo de WIP pode ser encontrado no palácio imperial do centro de Tóquio, no Japão. Lá o Kanban é utilizado como uma forma de sinalizar a necessidade de puxar mais trabalho.

Como assim? Usando Kanban em um parque? Sim, é necessário controlar o número de pessoas que estão dentro do parque, pois muitas o visitam e é preciso o mínimo de organização para que todos possam aproveitar da melhor maneira o passeio. Ao entrar no parque você recebe um cartão (kanban) e ao sair deve devolver o mesmo cartão, dessa forma se consegue saber a quantidade de pessoas que estão dentro do parque. Essas pessoas que estão dentro do parque é o que podemos relacionar como WIP (trabalho em andamento). Podemos enxergar então que o Kanban não é apenas um quadro branco, ele vai além e pode ser utilizado em vários contextos.

Gerenciar e medir o fluxo

Usando limites de trabalho em andamento você pode otimizar o seu sistema Kanban para melhorar o fluxo de trabalho da sua equipe, coletando métricas e até mesmo obtendo indicadores de problemas futuros. Dessa forma, fica possível otimizar o time to market, conhecido também, como lead-time. O Kanban promove a colaboração contínua e incentiva o aprendizado e a melhoria do seu trabalho. Porém, antes de melhorar é preciso saber onde. Você pode descobrir isso olhando e entendendo como o trabalho está fluindo, analisando as áreas problemáticas em que o fluxo está parado e indefinido, e em seguida implementando mudanças que favoreçam a melhoria. Torne a repetir esse ciclo para entender se realmente as mudanças estão tendo um impacto positivo ou não.

Tornar as políticas do processo explícitas

Há muitas maneiras de modificar um quadro Kanban para fazer políticas de processo explícitas. Uma delas, é redesenhar o quadro para especificar como os fluxos de trabalho devem ocorrer. Outra, é a utilização de limites de WIP para explicitar políticas sobre o quanto de trabalho em progresso podemos assumir. Não é possível melhorar algo que você não entende. Por isso, é preciso definir, divulgar e socializar o processo, assim todos terão uma ideia explícita de como as coisas funcionam e de como o trabalho realmente é feito.

Implementar loops de feedback

De acordo com a prática três, “gerenciar e medir o fluxo”, é necessário medir e otimizar o lead-time para que o processo se torne eficaz. Para saber isso, é necessário identificar o que os clientes pensam e quanto o produto contribui para atingir as suas necessidades. Há também a necessidade de loops de feedback dentro de um sistema Kanban para se certificar de entregar a funcionalidade esperada com a qualidade certa. Loops de feedback são também uma excelente maneira de minimizar riscos, dado que as decisões são validadas continuamente e os problemas de qualidade são exposto imediatamente.

Usar modelos para reconhecer oportunidades de melhoria

Se você não está melhorando continuamente, mas está cumprindo todos os outros requisitos do método Kanban, você está fazendo errado. É como utilizar uma metodologia ágil, mas não ser ágil. Não sei se já ouviu falar sobre Kaizen (não é Kaiser “cerveja”), mas ela é parte fundamental para usar o Kanban de forma eficaz. Kaizen é uma palavra que, geralmente, significa melhoria contínua. O Kanban sugere que modelos sejam usados para implementar mudanças contínuas, incrementais e evolutivas. Existem vários modelos que você pode usar, incluindo:

  • TOC
  • System thinking
  • 3ms

Classificação de itens e hierarquia

A classificação de itens vai de equipe para equipe, não existe uma regra que dite quais tipos de itens devem ser utilizados, eles são definidos de acordo o processo de trabalho da equipe. Podemos citar alguns exemplos de item, como: Defeito, tarefas, estória de usuário, recurso, casos de uso, sugestão de melhoria, enfim, é possível classificar o item em diferentes tipos de demanda. Fica a seu critério identificar os itens referentes ao seu contexto, porém, leve em conta itens que referencie bem a classificação de seu quadro. Muitas vezes encontramos no Kanban itens que são mais abrangentes, requerendo assim uma hierarquia de rompimento. Vou citar para você três tipos de hierarquias que são comumente utilizadas, são elas:

Épicos (Epics)

Um épico é uma grande estória. Quando uma solicitação é muito extensa necessita ser quebrada em partes menores (estórias). Isso ajuda a manter princípios ágeis como, por exemplo, entregar software funcionando com frequência.

Estória de usuário (User Story)

Uma estória de usuário pode ser caracterizada como uma curta e simples descrição de um recurso. Ela pode ser contada a partir da perspectiva da pessoa que deseja a nova capacidade, usualmente de um usuário ou cliente do sistema. Para criar uma estória de usuário você pode seguir o seguinte formato: Como/Sendo <quem>, eu quero/gostaria/devo/posso <o que>, para que/de/para <porque/resultado>.

Tarefas (Tasks)

As tarefas são os elementos de uma estória. Por exemplo, se a estória de usuário é “Como usuário comum, eu quero me cadastrar na landing page através do formulário no topo, por que desejo receber o ebook prometido”, uma tarefa dessa estória poderia ser “Integrar API de email ao formulario”. Estórias de usuário que são muito pequenas, podem não ter a necessidade de ser divididas em tarefas.

Evidenciando um quadro Kanban

Podemos ver abaixo um típico quadro Kanban comumente utilizado por equipes de desenvolvimento de software. Nele podemos identificar muitos pontos interessantes. Então, vamos à eles.

Buffer

Perceba que este quadro contém 6 colunas (Fazer, Desenvolver, Fila p/ Teste, Teste, Implantar e Feito). A coluna que antecede o Teste (Fila p/ teste) é o que chamamos de Buffer. Buffer é o conceito de fila antes do gargalo, ou seja, é o que antecede a atividade e está aguardando para ser puxado. O Buffer faz com que a equipe mantenha um ritmo e priorize melhor o trabalho, pois desta forma sempre haverá trabalho disponível para ser puxado.

Priorização de itens

Veja que os cartões não estão bagunçados no quadro, ou seja, existe uma priorização de itens. Neste caso, os defeitos estão sempre acima, pois encadeiam uma maior prioridade, após eles as tarefas recebem um peso posterior e depois os recursos. A identificação pode ser feita por cores conforme a imagem acima ou por pontos. Essa priorização faz com que a equipe saiba em que trabalhar primeiro, agregando mais valor ao processo.

Limite WIP

Em cada coluna existe um número. Este número é o limite WIP, ou seja, o limite de trabalho em andamento que pode estar naquela coluna. Perceba, por exemplo, que a coluna “Desenvolver” ainda poderia receber mais um cartão.

Agora, vamos observar um outro quadro e identificar mais algumas características.

Observe que continuamos com as mesmas colunas, porém, existe uma diferença se comparado ao quadro anterior. Existe uma divisão no quadro que separa o fluxo de trabalho em dois, mas por que?

Raias

Essa divisão é o que conhecemos como raias. O nome remete a uma raia de natação, onde um nadador possui velocidade ou direção diferente do nadador na raia ao lado. Essa é uma excelente forma de controlar a demanda, onde em cada raia um fluxo é distinto do outro. No nosso caso perceba que as raias são totalmente diferentes, por exemplo, na coluna “Fazer” a raia de cima possui um limite WIP de 3 cartões enquanto a raia abaixo possui um limite WIP de 6 cartões. As raias foram divididas por tipo de item (BUGS e TAREFAS), porém, você pode dividir de acordo a sua necessidade, podendo optar também por classe de serviço, prioridade ou tamanho.

Os cartões de parede (Cards Wall)

É importante que os cartões possuam informações simples e descritivas. Na imagem acima é possível perceber que a informação foi atribuída de maneira organizada, observe que no topo do cartão, da esquerda para direita, temos um código (#1234) que simboliza o número do item. Esse número poderia ser a representação de um código retirado de algum sistema de controle, onde lá mais informações poderiam ser encontradas. Ao lado, existe uma data (23/10/2014) que representa a entrada desse item, ela é considerável por que evidência o que está sendo mantido a mais tempo no sistema Kanban. Ela poderia também representar o limite, as vezes existem requisitos que precisem de uma data limite, sendo assim, é interessante analisar se para você é mais viável manter essa data como limite ou entrada, porém, caso decida por uma, faça os outros cartões seguirem o mesmo padrão, evitando assim confusões.

Logo abaixo temos uma descrição. Observe que ela é curta e simples, é sempre contada a partir da perspectiva da pessoa que deseja a nova funcionalidade. Normalmente, seguem um modelo simples como, por exemplo, “Como/Sendo <quem>, eu quero/gostaria/devo/posso <o que>, para que/de/para <porque/resultado>“. Por fim, duas inicias (K. B.) são vistas ao final do cartão, elas representam o nome do responsável naquele momento pelo item, no caso Kleber Bernardo, ou seja, eu.:) Você poderia também inserir o nome completo ou colar um avatar que representasse o responsável.

Benefícios do Kanban

Para ficar mais claro que você deve usar o Kanban e ainda hoje, vou dar alguns bons motivos para você utilizá-lo. No meu ponto de vista, a redução de desperdício e de custo são os benefícios mais importantes para uma empresa/equipe que deseja ampliar seus objetivos. Deixa eu te mostrar todos eles:

  • Tempo de ciclo curtos, oferecendo recursos mais rapidamente;
  • Melhor gestão nas mudanças de prioridade;
  • Requer menos organização;
  • O processo é simplificado;
  • Maior visibilidade dos projetos;
  • Redução de desperdício;
  • Redução de custo;
  • Elimina atividades que não agregam valor para a equipe;
  • Melhora a motivação e desempenho da equipe.

Gostou? Então deixe seu comentário e compartilhe com seus amigos. 🙂
Um grande abraço e até a próxima!

Últimas atualizações do artigo

04/08/2017: Inserindo uma nova prática (Implementar loops de feedback) e inserindo os quatro princípios do Kanban.

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  • Rodrigo Moraes

    Acho muito legal e importante o uso do kanban, porém sinto uma dificuldade em mantê-lo visto que utilizamos o Jira para as tarefas e também temos o kanban na ferramenta. O problema está na manutenção das atividades em dois lugares. Tens alguma ideia de como poderíamos utilizar o kanban físico?

    • Oi Rodrigo, por que você não põe o quadro Kanban do Jira em uma TV no setor? Muitas empresas fazem isso, dai você não irá precisar manter outro Kanban. Manter mais que um Kanban é inviável, é o mesmo que manter dois Backlogs, será necessário manter uma sincronia entre eles. Portanto, tente fazer isso com a TV, caso contrário abandone um deles, o físico ou o virtual.

      • Rodrigo Moraes

        Valeu Kléber. Vou tentar utilizar a TV. Depois te digo como foi. Grande abraço.

  • Estou com uma dúvida sobre o conteúdo dos cartões:
    Se eu especificar em cada cartão uma estória do usuário muitas vezes essas estórias serão divididas em diversas tarefas, nesse caso eu não deveria colocar as tarefas ao invés das estórias nos cartões?

    • Oi Vinicius,

      Exato! Mas, não é por isso que apenas as tarefas vão no quadro. Você pode por épicos, temas, estórias e tarefas no quadro, o controle do que está sendo feito fica melhor, pois se mantem mais visível. Vou te dar dois exemplos para você usar estórias e tarefas juntas no seu quadro.

      1. Você pode colocar a estória referente na primeira coluna, e na mesma linha, seguindo nas outras colunas você põe as tarefas, assim para cada linha terá a estória e as tarefas referentes. Você pode separar as estórias por raias, por exemplo.

      2. Você pode também colocar a história na primeira coluna como falei e inserir um marcador em cada uma referenciando a estória. Assim, você consegui sabe a qual estória aquela tarefa se remete.

      Ajudei? 😉

      • Rapaz acho que eu consegui captar sua ideia hehehe. Antes da sua resposta eu já tinha montado o quadro na minha empresa e decidimos fazer o seguinte:
        Procuramos adaptar o Kanban com os processos do Scrum e criamos 5 colunas: Product Backlog, Sprint Backlog, Fazendo, Feito, Validado, onde na coluna Product Backlog os cartões são descritos na forma de estórias, ao planejarmos e transferirmos os cartões para o Sprint Backlog destrinchamos a estória em tarefas e deixamos as estórias expostas na coluna. Até então o resultado foi muito satisfatório. Então fica a dica ai pra quem trabalha com Scrum e Kanban.
        Obrigado pela Atenção e sucesso

  • Robson Jesus

    Boa tarde!

    Quais as desvantagens do Sistema Kanban?
    E demonstre num gráfico ou quadro para melhor entender-mos.

    • Mariano

      Uma desvantagem do sistema kanban é usar a técnica sem entender “os por quês”. Isso fará não ter domínio sobre o sistema. http://www.slideshare.net/rodrigoy/kanban-agilidade-para-ambientes-conservadores/37?src=clipshare

    • Oi Robson,

      Como o Mariano disso, você precisa entender “os por quês”. Um método é igual a uma ferramenta, se você utilizar uma serra elétrica como um machado, certamente, seus resultados serão menos produtivos. Busque entender o modelo, como ele funciona, eu não citei tudo nessa artigo, o Kanban vai além, conceitos como lead e time e fluxo de valor não citei. O Kanban, por exemplo, deixa explicito o andamento do trabalho e como ele está sendo conduzido, isso pode ser um problema se a sua equipe não estive totalmente engajada e motivada. Portanto, a melhor pessoa para dizer se um método funciona ou não para ela é ela própria, ninguém entende mais o negócio o seu negócio do que você. 😉

      • Robson Jesus

        Olá Kléber, boa tarde!

        Obrigado pelo retorno de vocês. Necessito desta informação ar trabalho de faculdade. Fico grato pela atenção.

        Atenciosamente, Robson de Jesus
        Em 23/10/2015 18:32, “Disqus” escreveu:

    • Dimael Silva

      Olá Robson!

      Uma das desvantagens do Kanban é que por exemplo: o kanban deve ser colocado em uma caixa para que ele seja coletado por quem fornece uma determinada peça essencial para a montagem de um produto, se o Kanban não for colocado na caixa o mesmo não é coletado e assim a peça não é fornecida prejudicando totalmente a produção. Ou seja, regras, horários, procedimentos, etc, devem ser seguidos a risca pra que não ocorram erros como este.

      Mas acredite, o Kanban possui mais vantagens do que desvantagens para uma insdústria.

      (Funcionário da Toyota a 3 anos)

  • Mariano

    Parabéns pelo post Kleber esté escrito de fácil leitura.
    Senti falta das referências.
    Também não deixou muito claro como cada beneficio é conquistado. Eu posso usar Kanban da forma e não ter os beneficios citados, concorda?
    Sobre a história do Kanban ela é um pouco anterior, não é? Quais as referências você usou?
    Antes de se chamar Kanban o David Anderson já publicava estudos de melhoria com TOC, por exemplo:
    http://www.amazon.com/gp/product/0131424602/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=0131424602&linkCode=as2&tag=thesoftbusien-20

    • Oi Mariano. Obrigado pelo comentário, realmente, não abordei cada beneficio, deixei aberto, pois dependerá do nível de conhecimento com o modelo e de como o mesmo é utilizado. Existem conceitos mais avançados do Kanban que não abordei, procurei dar um Start para as pessoas que estão começando. Usei como base minha própria experiência, alguns artigos da leankit e da versionone, além de livros como Lean Software Development e Kanban – Mudança Evolucionaria de Sucesso Para o Seu Negócio de Tecnologia. Sobre a história do Kanban, brutalmente, ela realmente iniciou assim, lógico existiram outros pontos que não citei e que influenciaram. Da mesma forma foi o Kanban com o David, ele realmente produziu outros estudos anteriores, mais de maneira resumida (bem resumida) foi assim que ele fez a Inception. Eu peguei essa história de um artigo americano e resumi, esse artigo contava com a contribuição do próprio David Anderson. Vou ver se encontro o artigo e depois te passo. Ah, e obrigado pela dica do livro, não havia o lido ainda. 😉

  • Newton

    Show post.

  • Excelente artigo. Lerei mais cosas pelo website. 😉

  • Denisson Vieira

    Excelente artigo, conteúdo muito rico e bem escrito. Assim todo o site. Parabéns pelo trabalho Kleber!

  • Carlos Eduardo Schmit

    Parabéns pelo artigo! A empresa em que trabalho estava em processo de implementação do modelo Kanban atrelado ao departamento comercial, e muito dos conceitos que vocês exploraram nós realmente vivenciamos na prática. Eles utilizaram uma solução de quadro branco com a interface do Kanban (vou disponibilizar o link para vocês: http://www.boardsolutions.com.br/quadros-personalizados/planejamento/kanban ) e deu super certo para organizar o time e estabelecer bem os KPI’s do departamento.

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  • Matheus Chitolina da Silva

    Muito bom o artigo, parabéns! Didático e muito instrutivo.

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  • Tiago Meireles

    Achei muito útil o artigo! Estou ainda aprendendo sobre o kanban, pois faz pouco tempo soube dessa ferramenta quando começamos a usar o http://kanbantool.com/ na empresa onde trabalho. É realmente uma ferramenta muito útil no trabalho em equipe, estamos usando ela faz pouco tempo, mas já me dei conta como facilita o trabalho e economiza tempo.

  • Shayane Santos

    Gostaria apenas de agradecer e dizer que estarei citando seu artigo (com as devidas referências, claro) no meu Trabalho de Conclusão de Curso. Agradeço toda a disponibilidade que teve em, mesmo com tanto conhecimento e experiencia, tirar um tempo para nos auxiliar e, agora, se tornar parte de um TCC. Excelente artigo. Obrigada.

    • Oi Shayane, obrigado pela menção! 🙂

      É bom saber que estou ajudando, com conhecimento, estudantes em seus trabalhos de curso.

  • Akiko

    Obrigada pelo artigo! Você mencionou muitas coisas útil. Eu comecei usar o quadro kanban algum tempo atras e os resultades me surpreendeu. Depois testar algumas opçães decidi para programa Kanban Tool (http://kanbantool.com) e agora não consigo imaginar trabalhar sem ele. Ajudou me muito com organização do trabalho e rastreamento das tarefas. Recomendo!

    • Oi Akiko,

      É isso ai, o Kanban é uma excelente forma de organizar seu trabalho e seu fluxo.

      Obrigado pelo comentário!

  • Renato Boldrini Neto

    Excelente post. Obrigado, Kleber.

  • Júlio César

    Qual plataforma utiliza?

  • Jailson Antonio

    Excelente artigo, Parabéns.

  • Alexander Marques

    Ola Kleber. Parabéns pelo site e artigo. Uma dúvida surgiu na cia onde trabalho. Como definir a data final do projeto usando o Kanban? obrigado.

  • Tiago Araújo

    Olá, Kleber! Muito bom texto. Deixa claro, mesmo para um leigo, a utilidade do kanban e o quanto pode ser positivo para uma equipe que busque os benefícios ditos.

  • Leonardo Silva

    O trello é uma plataforma que aplica o método kanban ? Venho nesses últimos dias utilizando tal aplicativo que me ajudou bastante na organizaçao de minhas atividades pessoais. Tou aprimora do meu conhecimento para levar a metodologia para meu trabalho 😃